A indústria automobilística brasileira, que é composta quase totalmente por marcas globais, incluindo General Motors, Volkswagen e Fiat, produziu 3.200.000 veículos em 2008, e está buscando exportar mais veículos para o Oriente Médio.
Cledorvino Belini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), disse que há oportunidades de crescimento nos mercados árabes, onde as exportações atuais são muito pequenas. Em uma entrevista, ele disse que as montadoras brasileiras venderam 3.891 carros para o mercado árabe no ano passado, e acrescentou ainda que os números representam um declínio de 5,8% sobre 2008, quando 4.120 unidades foram exportadas.

Belini disse que a indústria “precisa trabalhar mais” para aproveitar oportunidades de mercado nos países árabes. “A moeda brasileira é um grande obstáculo, sem dúvida, mas deixando isso de lado, sabemos que para cada cadeia de produção há uma oportunidade para ser mais competitivo para exportar, seja através de custo, matéria-prima, logística, portos ou infraestrutura”, acrescentou Belini.
No mundo árabe, os principais compradores de veículos fabricados no Brasil, em 2009, foram a Tunísia, que importou 1.816 automóveis, seguida pelo Egito, com 932 veículos, e a Síria, com 801 unidades.
Marrocos, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Jordânia, Kuwait e Líbano, também compraram veículos brasileiros no ano passado, embora a Tunísia e Síria tenham sido os dois únicos países árabes que aumentaram as suas importações.












